quarta-feira, 8 de maio de 2013

Depressão e atividade física


 

"Depressão, o mal do século”. Já ouviu ou leu esta frase antes?

Provavelmente sim.

Depressão é um assunto bastante comentado na mídia e em bate-papo entre as pessoas. Diz-se que ela é uma doença e que alguns de seus sintomas são: humor deprimido a maior parte do tempo, perda de interesse por atividades antes prazerosas, perda ou aumento de peso, fadiga, baixa-autoestima e sentimentos de inadequação.

Conforme se diz na rua: o depressivo perde o interesse pela vida, se isola em casa, perde a vontade até de tomar banho, tem vontade de sumir, entre outros. No entanto, saiba que para o diagnóstico de depressão, segundo critérios formais usados por médicos e psicólogos, é necessário uma quantidade específica de sintomas e, além disso, que eles façam parte da vida da pessoa por um tempo determinado também. Isto é, ficar triste uma vez ou outra na vida não significa que você é doente. Para quem recebe o diagnóstico de depressão, existe o tratamento medicamentoso e o psicoterapêutico, um ou outro, ou ambos juntos dependendo do caso. Vários estudos, contudo, têm apresentado a atividade física como mais uma maneira eficaz de lutar contra esse problema”.  (Psicólogo Mauricio Mendonça)   


O exercício físico é uma das maneiras de tratar a depressão e também ajuda no aparecimento de novos episódios. As mais convencionais são a medicamentosa e a psicoterapêutica.

A depressão afeta pessoas de todas as idades desde crianças, que acabam sendo muito pressionadas pelos pais para serem “perfeitas” e acabam desenvolvendo a doença por não se sentirem capazes, a idosos onde a depressão pode causar uma perda da funcionalidade das atividades de vida diária (AVD) onde são as atividades rotineiras como alimentação, vestir e despir e higiene pessoal.

"Independente da faixa etária, todos podem se beneficiar do exercício físico no combate à depressão. Trata-se mesmo de uma questão de saúde pública, já que a atividade física se apresenta como uma forma de tratamento acessível, barata, não farmacológica e capaz de gerar benefícios que excedem os efeitos antidepressivos, promovendo o bem-estar biopsicossocial",( http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/saude/noticias/exercicios-fisicos-no-combate-contra-a-depressao )


O exercício físico e os esportes atuam de duas formas no combate a depressão, como a melhora endógena na liberação de substâncias opióides que provocam bem-estar, como a endorfina (Taylor et al., 1994). Ainda se podem considerar as melhorias fisiológicas provocadas pelos efeitos dos exercícios, que equilibram o funcionamento dos sistemas nervoso simpático e parassimpático, auxiliando no controle de hormônios glicocorticoides e adrenérgicos que, sendo controlados adequadamente, proporcionam ao organismo condições de remodular os neurorreceptores desplastificados por agentes estressores intrínsecos (Roeder, 2004; Stella et al., 2004). E na socialização, onde o fato de fazer atividades em grupo ajuda bastante, as pessoas sentem mais apoios e com a interação elas percebem que pessoas desconhecidas tem interesse por elas e elas se sentem valorizadas onde isso pode ser fundamental para sua melhora.


Prof. Hugo Griz

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